06 fevereiro 2014

O gigante acordou!

Em um país de hipócritas como o nosso, foi mais difícil acreditar que o povo foi para as ruas, que supostamente o "gigante" havia acordado, do que vê simplesmente todo esse movimento que causou visibilidade internacional e conseguiu seus 0,20 centavos ser abafado, desmanchado, ridicularizado e o suposto gigante tornou a dormir em berço esplêndido. 

Vivemos em um infindável comodismo, onde decidir entre mudar o país e assistir big brother, a população não pensa duas vezes e já sabe até em quem votar no próximo paredão.


Criamos um alicerce podre em nossa nação e toda vez que tenta-se subir mais um andar na história, tudo desmorona, mas o grande problema é que tentamos reconstruir o mesmo, sem limpar seus fundamentos e dele tirar todas pedras que de nada servem a não ser para sugar as energias daqueles que trabalham para o crescimento da nação, pedras essas que são os grandes oligarcas que ainda hoje comandam e direcionam esse país da maneira que lhes façam lucrar cada vez mais.

Hoje o Real (R$) roubado em cada trama de corrupção, simplesmente é o substituto do pau-brasil, árvore de valor imensurável, arrancada sem nenhum zelo de nossas terras, e o pior, vendida, trocada, barganhada pelos índios em troca de coisas fúteis - espelhos, pentes, colares - não muito diferente do que os índios das atuais selvas de pedras fazem, quando os "descobridores" modernos, chegam periodicamente em tempos de eleição, entregam seu tão valioso bem - o voto - em troca de artigos fúteis - cimento, tijolo, dentadura ou simplesmente alguns trocados - prejudicando não apenas a si, pois sua incapacidade de raciocínio afeta toda uma nação. 

O verde de nossa bandeira está devastado. O azul está poluído. As estrelas estão falidas. O branco está maculado, sujo de sangue inocente. O amarelo foi saqueado. E o Ordem e Progresso virou stand up.

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Agradeço todos os elogios assim como também as críticas, espero crescer a cada dia na escrita e no modo de utilizar as palavras, para que sempre que algum leitor deparar-se com aquilo que escrevo, sinta-se a vontade e confortável para ler.