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O indecente fim de um decadente
por Walter Júnior
Tudo parecia estar em paz. Ninguém poderia imaginar que seria dessa forma, pois nem o mais pessimista apostaria que o fim chegaria tão depressa para João.
Um homem sério, mas historicamente sofrido.
Cantava a liberdade quando da cadeia saiu - não o veja como um marginal, pois, mesmo inocente, o trancaram na fétida cela infestada de ratos e de solidão.
Certo dia, as cores da bandeira o libertaram de sua prisão, mas a tristeza ainda machucava ao lembrar do seu passado, de sua herança manchada com o sangue dos seus verdadeiros filhos, homens e mulheres que foram massacrados, dizimados e esquecidos pela história que fala tanto das glórias que nunca existiram, para alimentar o romântico folclore que se criou embasado em mentiras.
Já que não poderia se modificar o passado, João tentou alegrar-se com o futuro tão aclamado, foi quando escolheu sua primeira mulher após tantos anos na prisão, onde servia de mulher para quem apenas o torturava e matava seus filhos, enterrando-os como indigentes ou enviando-os para longe de seu abraço, infelizmente, às vezes suas filhas mesmo grávidas, eram lançadas aos lobos que pensavam poder conquistar o mundo - Olga!
Todos estavam felizes com seu casamento, mas ele não nasceu para ser feliz.
Faltavam alguns dias para a cerimônia tão esperada, todavia, sua amada esposa ficou enferma de morte e não resistiu até chegar ao altar. João, teve que se casar com sua cunhada, pois era o desejo de sua mulher.
Algum tempo depois, lá estava Ele, deixando sua mulher e preparando-se para escolher uma nova esposa, mas dessa vez ele não buscou aquela que lhe faria bem, apostou na beleza e juventude. A queda foi ainda pior - ela roubava-o constantemente. João logo descobriu, pediu imediatamente a separação, mas ela negava tudo. Foi doloroso ver aquela mulher que era sua esperança de felicidade, traí-lo de forma tão mesquinha. Novamente, por conta do contrato nupcial, foi obrigado a com sua cunhada, passou-se o tempo e uma nova mulher surgiu em sua vida.
Essa durou mais tempo ao seu lado, foram oito anos que viveram juntos, mas a vida não foi tão fácil. Ela vendeu a casa deles e passaram a viver de aluguel, vendeu suas empresas e virou empregado de onde era patrão e ainda tinha que aguentar os agiotas batendo em sua porta.
João aguentou enquanto pode, mas novamente precisaria trocar de conjugue, resolveu, então, dar a oportunidade à uma mulher que durante anos tentou conquistar seu coração. Ele viveu, enfim, o seu conto de fadas, o amor lhe cegou e aquele relacionamento parecia que seria eterno. Outra vez, estava enganado, mas infelizmente demorará muito tempo para descobrir que cometeu o pior erro de sua vida.
Pobre coitado, não podia imaginar que em meio a tantas palavras bonitas e diante de tantas declarações de amor, ela o envenenava todos os dias, com pequenas doses do pior veneno. Começaram as tonturas, as dores e João sentia-se cada vez mais fraco, mas ainda enganado, dava graças a Deus que tinha aquela mulher ao seu lado.
A mulher muito esperta, sabia que não poderia continuar muito tempo naquele casamento, pois seria a principal suspeita da morte de João. Colocou, então, um plano ainda pior. Ela se afastaria de João e colocaria outra em seu lugar, uma marionete que faria tudo o que ela quisesse e permaneceria o envenenando.
João estava tão fraco e tão doente de amor por aquela mulher, que aceitou a condição sem nada perguntar, mas logo sentiu que algo estava estranho, mas estava dependente emocionalmente daquela mulher, que aceitaria essa outra apenas para fazer sua vontade, na esperança de que um dia ela voltaria para os seus braços.
Sua nova mulher, diferente da anterior, demonstrava explicitamente que não o amava, e ele podia sentir as doses de veneno que ela o fazia tomar. Pensou em separação e até começou a escolher outra mulher, mas a esperança de ter sua ex-mulher de volta o fez permanecer com esta que o destruía drasticamente.
Hoje João está falido, doente e moribundo. Aguardando a morte já anunciada, contempla no espelho o indecente fim de um decadente.
- Walter Júnior

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Agradeço todos os elogios assim como também as críticas, espero crescer a cada dia na escrita e no modo de utilizar as palavras, para que sempre que algum leitor deparar-se com aquilo que escrevo, sinta-se a vontade e confortável para ler.