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Indústria da Propaganda: entre a ética e o lucro.
por Walter Júnior
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A tarde caía e eu admirava o horizonte. Tons alaranjados contrastavam com a chapada ao longe. O vento me invadia sem pedir licença, assim como fizeram os pensamentos, as lembranças e as saudades. A cada pôr do sol ali estou, sentado, acompanhado pelos sentimentos enraizados naquele lugar. Creio que as pedras devem sentir minha falta quando, por algum motivo, não posso ser a companhia muda toda vez que a noite chega.
Sinto-me mais próximo do criador, mais longe da decepção, lado a lado com a criação. Sinto-me livre para cantar, desafinado, músicas que nascem e morrem ali mesmo. Além das poesias que serpenteiam em minha mente e se vão em um suspiro. Há dias em que outros também ocupam pedras naquele mágico lugar, chegam e se vão sem nada falar, desconhecidos com quem dividi algumas memórias, seja o balé dos pássaros que se aconchegam nas árvores, seja o tom sobre tom do céu a escurecer. Seja a brisa que faz vendaval em nossos corações. Sejam as lágrimas que rolam sem grandes emoções.
Enquanto os sinos tocam em uma capela noutro lugar, convocando os fiéis para a missa de logo mais, eu faço daquelas pedras o meu rústico altar, o vento leva minhas preces pelos ares e, quem sabe, leva até minha amada os beijos e os eu te amo que sussurro sem perceber. Ao sair, agradeço as pedras pela companhia no fim de mais um ciclo, vou para casa mais leve, para curtir minha outra solidão.
Walter Júnior
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